Devemos ter empatia com as pessoas nesta época de pandemia

Por Portal Opinião Pública 08/04/2020 - 11:07 hs
Foto: Divulgação

Bom, eu entendo os empresários quererem voltar a trabalhar para honrar suas contas e não ter que demitir seus empregados. Mas também entendo as pessoas quererem ficar em casa para protegerem os seus familiares do vírus.

Entendo a maioria das empresas que não tem dinheiro em caixa para manter as portas fechadas e ainda assim pagar seus empregos, pagar fornecedores, aluguel, impostos, etc. Querem voltar para não falir, para não demitir, para não comprometer a renda da sua família e da família dos seus empregados que tiram seu sustento do salário. Não são genocidas, não querem matar todo mundo, colocando lucro acima de tudo.

Entendo também, que a maioria das pessoas que pedem a quarentena não são vagabundos preguiçosos que querem ficar de pernas para cima em casa. A grande maioria está morrendo de medo, medo de perder pessoas queridas, podem ter um filho que tem uma doença respiratória, podem morar com os pais, avós, enfim.

Não existe uma escolha fácil de nenhum lado.

Já me peguei mudando de opinião umas 300 vezes. Eu vejo empresas demitindo centenas de funcionários e penso, meu Deus temos que voltar a trabalhar.

 Aí em seguida vejo uma matéria sobre a Itália que desprezou a força do vírus e penso, meu Deus temos que nos trancar até o final.

Não estou confortável em nenhum dos cenários. O vírus está matando milhares de pessoas, o cenário econômico será devastador, com miséria, desemprego, fome e violência que também pode matar muitas pessoas.

Estão todos morrendo de medo. Se respeitem, respeitem as opiniões de cada um. Respeitem o desespero do empresário e o desespero da pessoa que está em casa tentando proteger sua família.

Devemos orar, pois estamos todos no mesmo barco e embora alguns estejam de colete salva-vidas e outros não, não vamos esquecer que no mar todos corremos o mesmo perigo.

Condi do Pólo trabalhou por 45 anos no Pólo Petroquímico e conta no Jornal Opinião Pública essa experiência de décadas